Taxa de rede: CGI.br rejeita cobrança que pode encarecer internet
Taxa de rede: CGI.br rejeita cobrança que pode encarecer internet
Taxa de rede é o termo que voltou ao centro do debate público após o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) divulgar, em 22 de agosto de 2025, nota contrária à cobrança defendida por grandes operadoras. O órgão alerta que a medida pode elevar o preço da conexão para consumidores e ferir a neutralidade de rede prevista no Marco Civil da Internet.
Taxa de rede: CGI.br rejeita cobrança que pode encarecer internet
A proposta, conhecida internacionalmente como fair share, assume que plataformas digitais que concentram grande volume de tráfego – como Google, Meta, Amazon e Netflix – devem dividir os custos de manutenção da infraestrutura usada para entregar seus serviços. Para as empresas de telecomunicações, essa divisão compensaria o aumento de 62,7% no tráfego de dados e de 50% na demanda por investimentos registrado na última década.
Na avaliação do CGI.br, o ecossistema nacional “permanece estável e resiliente”, atendendo à expansão do uso sem necessidade de novas taxas. O comitê entende que os consumidores já pagam pela conectividade contratada e que qualquer encargo adicional poderia ser repassado ao preço final.
Entidades setoriais reforçam o posicionamento. A Associação Brasileira dos Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) afirma que a cobrança beneficiaria apenas três grandes operadoras – Vivo, Claro e TIM – entre mais de 20 mil provedores atuantes. “A taxa de rede é uma solução para um problema inexistente”, resume o vice-presidente da Abrint, Basílio Pérez.
Do outro lado, a Conexis Brasil Digital sustenta que a nova fonte de receita é essencial para manter a sustentabilidade do setor e ampliar a cobertura de banda larga. O assunto está em análise na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e no Congresso Nacional, com audiências que reúnem representantes das teles, provedoras de conteúdo e órgãos reguladores. Um panorama sobre o tema pode ser conferido no portal oficial da Anatel, referência de alta autoridade no segmento.
Críticos também apontam riscos de concentração de mercado e barreiras para pequenas e médias empresas de tecnologia, além de potenciais impactos sobre órgãos públicos que dependem de serviços online.

Imagem: Internet
Enquanto o debate avança em Brasília, o CGI.br reforça que qualquer alteração regulatória deve preservar os princípios de universalização de acesso e neutralidade, pilares que colocam o modelo brasileiro de internet “em posição de destaque global”.
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Crédito da imagem: Getty Images

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou a mente inquieta por trás do soumuitocurioso.com.
Sempre fui movida por perguntas. Desde pequena, queria saber como as coisas funcionavam, por que o céu muda de cor, o que está por trás das notícias que vemos todos os dias, ou como a tecnologia está transformando o mundo em silêncio, aos poucos. Essa curiosidade virou meu combustível — e hoje, virou um blog inteiro.