Tecnologia na saúde: Brasil testa microbolhas contra infarto
Tecnologia na saúde: Brasil testa microbolhas contra infarto
Tecnologia na saúde: Brasil testa microbolhas contra infarto é a aposta de pesquisadores da Escola Politécnica da USP para enfrentar as principais causas de morte no país: doenças cardíacas e câncer.
Microbolhas guiadas por ultrassom podem dissolver coágulos
O médico e engenheiro Chi Nan Pai, do Departamento de Engenharia Mecatrônica da Universidade de São Paulo, lidera um estudo que injeta microbolhas inertes na corrente sanguínea. Ao receber ondas de ultrassom, essas bolhas implodem e liberam energia capaz de dissolver coágulos dentro das artérias, permitindo um tratamento não invasivo para infartos.
Além de atuar em emergências cardiovasculares, o método pode levar quimioterápicos diretamente ao tumor. “Se o medicamento estiver dentro das microbolhas, o ultrassom libera a droga apenas na área afetada, reduzindo efeitos colaterais”, explica o professor.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, as doenças cardiovasculares permanecem a maior causa de mortes globais. A nova técnica, ainda em fase de testes, pretende acelerar o socorro e driblar obstáculos logísticos, como trânsito e falta de leitos especializados.
Robôs cirúrgicos ampliam alcance médico
Chi Nan Pai também destaca a adoção crescente de robôs em centros cirúrgicos brasileiros. Braços mecânicos que reproduzem movimentos humanos já auxiliam em laparoscopias complexas, diminuindo riscos e tempo de recuperação. A expectativa é que protótipos nacionais barateiem o acesso tecnológico e compensem a concentração de especialistas nos grandes centros.
Durante conferência de robótica realizada em agosto, na China, mais de dois mil especialistas de 27 países discutiram inovações semelhantes. Para o pesquisador, a combinação de engenharia e medicina atrai investimentos globais e oferece satisfação profissional ao possibilitar salvar vidas.

Imagem: Internet
Mercado em ascensão impulsiona dispositivos inteligentes
Relógios conectados e smartphones que monitoram glicemia, pressão arterial e frequência cardíaca já fazem parte da rotina de milhares de brasileiros. Esses dados ajudam médicos a prevenir complicações de diabetes, hipertensão e outras enfermidades crônicas, integrando o paciente ao próprio tratamento.
A tendência é que soluções de inteligência artificial, sensores vestíveis e robótica fortaleçam ainda mais a assistência médica nos próximos anos, colocando o Brasil entre os protagonistas da saúde de alta tecnologia.
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Crédito da imagem: Getty Images

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou a mente inquieta por trás do soumuitocurioso.com.
Sempre fui movida por perguntas. Desde pequena, queria saber como as coisas funcionavam, por que o céu muda de cor, o que está por trás das notícias que vemos todos os dias, ou como a tecnologia está transformando o mundo em silêncio, aos poucos. Essa curiosidade virou meu combustível — e hoje, virou um blog inteiro.