Tiroteio em escola católica de Minneapolis é crime de ódio

Tiroteio em escola católica de Minneapolis é crime de ódio

Tiroteio em escola católica de Minneapolis é crime de ódio

Tiroteio em escola católica de Minneapolis é crime de ódio segundo o FBI, que enquadrou o ataque como terrorismo doméstico motivado por hostilidade anticatólica. O episódio, ocorrido na manhã de quarta-feira (08h locais), deixou duas crianças mortas, 17 feridos e abalou a comunidade da Annunciation Church, que celebrava a primeira missa do ano letivo.

Tiroteio em escola católica de Minneapolis é crime de ódio

O diretor do FBI, Kash Patel, afirmou em publicação na plataforma X que o órgão “investiga o caso como ato de terrorismo interno e crime de ódio contra católicos”. A vítima fatal mais nova tinha oito anos; a outra, dez. Ambas participavam da cerimônia religiosa quando o atirador abriu fogo pelas janelas do templo.

Identificado pela polícia como Robin Westman, 23 anos, o agressor tirou a própria vida no local com um disparo na cabeça. Ele portava um fuzil, uma espingarda e uma pistola, além de ter deixado uma bomba de fumaça. As autoridades avaliam se todos os tiros foram disparados do exterior, já que não foram encontradas cápsulas dentro do prédio.

Relatos de testemunhas revelam a tensão nos minutos do ataque. O vizinho Patrick Scallen correu para a igreja após ouvir os estampidos e ajudou três crianças a escapar; uma delas, com ferimento na cabeça, repetia: “Segure minha mão, não me deixe”. Um aluno de 10 anos contou à emissora WCCO que sobreviveu porque o colega Victor deitou sobre ele e acabou atingido nas costas.

A Annunciation Church atende estudantes de 5 a 14 anos e fica em bairro residencial no sul da cidade. Um informativo de 2016 indica que a mãe do atirador, Mary Grace Westman, trabalhou na escola até se aposentar em 2021. Investigadores removeram das redes uma mensagem agendada por Westman para ser publicada no momento do ataque.

Documentos judiciais mostram que o nome legal do suspeito foi alterado de Robert para Robin em 2020, quando ele declarou se identificar como mulher. Em coletiva, o prefeito Jacob Frey repeliu manifestações de intolerância contra pessoas trans após o incidente.

Tiroteio em escola católica de Minneapolis é crime de ódio - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Papa Leo XIV, primeiro pontífice norte-americano, manifestou “profunda tristeza” pelas vítimas. Já o presidente Donald Trump determinou que a bandeira dos EUA fosse hasteada a meio mastro na Casa Branca.

O caso reacende o debate sobre violência armada no país. Dados do FBI indicam que ataques a instituições religiosas cresceram nos últimos anos, especialmente contra comunidades católicas.

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Crédito da imagem: BBC News

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