Trump pede à Ucrânia que aceite acordo de paz com Rússia

Trump pede à Ucrânia que aceite acordo de paz com Rússia

Trump pede à Ucrânia que aceite acordo de paz com Rússia

Trump pede à Ucrânia que aceite acordo de paz com Rússia ao anunciar que, na visita de Volodymyr Zelensky a Washington, defenderá um entendimento direto com Moscou, dispensando a etapa de cessar-fogo.

Trump pede à Ucrânia que aceite acordo de paz com Rússia

Em mensagens publicadas na rede Truth Social, o presidente dos Estados Unidos afirmou que “cessar-fogos raramente se mantêm” e que um pacto definitivo seria “a melhor forma de encerrar a guerra horrível entre Rússia e Ucrânia”. A declaração contrasta com o posicionamento adotado antes da cúpula de sexta-feira no Alasca, quando Trump dizia buscar um cessar-fogo “rápido”.

Segundo a BBC News, durante a reunião com Vladimir Putin, o líder norte-americano recebeu uma proposta de paz que incluiria a retirada ucraniana de Donetsk em troca da paralisação dos avanços russos em Zaporizhzhia e Kherson. Fontes diplomáticas europeias relataram preocupação de que Trump pressione Zelensky a aceitar termos discutidos previamente com Moscou.

Do lado ucraniano, Zelensky reiterou em rede social que um acordo sólido exige “garantias de segurança críveis” e o retorno das crianças que, segundo Kiev, foram levadas de territórios ocupados. Ele também voltou a exigir a cessação imediata dos ataques russos. Ainda assim, viajará nesta segunda-feira aos Estados Unidos para o encontro na Casa Branca.

Líderes europeus, como Emmanuel Macron, Friedrich Merz e Ursula von der Leyen, divulgaram nota conjunta defendendo a participação de Zelensky em qualquer negociação futura e reforçaram que “fronteiras internacionais não podem ser alteradas pela força”. Já o primeiro-ministro britânico Keir Starmer elogiou o esforço de Trump, mas disse que o próximo passo precisa incluir diretamente o presidente ucraniano.

Enquanto isso, em Kiev, veteranos e civis demonstraram frustração com as imagens da recepção a Putin no Alasca, classificando-as como “desmoralizantes”. A coalizão de países que apoia militarmente a Ucrânia, incluindo Reino Unido, França e Alemanha, agendou reunião virtual para este domingo, um dia antes da visita de Zelensky a Washington, a fim de alinhar estratégias.

O novo discurso de Trump reconfigura o tabuleiro diplomático e coloca pressão adicional sobre Kiev às vésperas de reuniões decisivas. A expectativa é que o encontro bilateral defina se o conflito avançará para um pacto definitivo ou permanecerá estagnado na busca por um cessar-fogo.

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Crédito da imagem: Getty Images

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