Trump cobra cessar-fogo na Ucrânia em cúpula com Putin

Trump cobra cessar-fogo na Ucrânia em cúpula com Putin

Trump cobra cessar-fogo na Ucrânia em cúpula com Putin

Trump cobra cessar-fogo na Ucrânia em cúpula com Putin logo na abertura do encontro de alto risco marcado para esta sexta-feira (23) na Base Conjunta Elmendorf-Richardson, em Anchorage, Alasca. O presidente dos Estados Unidos afirmou que ficará “desapontado” se a reunião não resultar em trégua imediata entre Rússia e Ucrânia, estabelecendo novo patamar de urgência para as negociações.

Pressão por resultado imediato

Durante o voo para o Alasca, Trump disse a repórteres que não pretende “negociar pela Ucrânia”, mas que quer ver o fim dos combates “o mais rápido possível”. Ele admitiu que o acordo pode não sair hoje, mas reforçou: “não ficarei feliz se não acontecer”. A crise ganhou força após tropas russas romperem linhas ucranianas na região de Donetsk, uma das quatro províncias anexadas por Moscou em 2022.

Putin busca benefícios estratégicos

Para Vladimir Putin, o convite a Anchorage encerra anos de isolamento promovido pelo Ocidente. O líder russo sinalizou que o diálogo pode abrir caminho para um novo tratado de armas nucleares e ajudar a recompor laços econômicos com Washington, fundamentais para uma economia russa sob inflação elevada e focada no setor militar.

Concessões territoriais em debate

Trump revelou que a pauta incluirá exigências russas para que Kiev ceda parte de seu território ocupado. “A decisão cabe à Ucrânia”, disse, sugerindo que o presidente Volodymyr Zelenskyy talvez precise aceitar concessões. Zelenskyy, no entanto, já declarou que mudanças nas fronteiras são “inaceitáveis” sem referendo popular, conforme estabelece a Constituição ucraniana.

Ameaça de novas sanções

O governo norte-americano promete sanções adicionais e “consequências severas” caso Putin não demonstre disposição para a paz. Um pacote bipartidário no Senado está parado até que Trump o apoie formalmente. Segundo a agência Reuters, a escalada de punições é vista como principal ferramenta de pressão sobre o Kremlin.

O desfecho da cúpula é acompanhado de perto por aliados europeus e pela diáspora ucraniana em países como Canadá, que alertam contra qualquer acordo sem participação de Kiev. Líderes canadenses reiteraram que “fronteiras não podem ser alteradas pela força” e prometeram manter ajuda militar e econômica à Ucrânia.

O encontro ocorre enquanto o Escritório da ONU para Direitos Humanos registra o maior número de vítimas civis em julho desde maio de 2022, reforçando a urgência de um cessar-fogo.

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Crédito da imagem: Global News

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