Trump remove Lisa Cook do Fed e gera impasse histórico
Trump remove Lisa Cook do Fed e gera impasse histórico
Trump remove Lisa Cook do Fed e gera impasse histórico em uma decisão anunciada na rede Truth Social, escalonando o confronto entre a Casa Branca e o banco central dos Estados Unidos.
Trump remove Lisa Cook do Fed e gera impasse histórico
O presidente Donald Trump enviou carta à economista Lisa Cook comunicando sua destituição imediata do Board of Governors do Federal Reserve (Fed). Cook, nomeada em 2022 e primeira mulher negra no colegiado, é acusada por Trump de ter feito declarações falsas em contratos de hipoteca que, segundo ele, violariam os requisitos de probidade para o cargo.
Na mensagem, o presidente sustenta que a Constituição lhe confere poder para exonerar membros do Fed “por justa causa”, citando dois formulários nos quais Cook teria indicado residências principais distintas em Michigan e na Geórgia, com intervalo de quinze dias. A alegação de “fraude hipotecária” foi inicialmente levantada em carta pública do regulador habitacional Bill Pulte, aliado de Trump, endereçada à procuradora-geral Pam Bondi, classificada como “denúncia criminal”. Não há confirmação de abertura de inquérito.
Em nota, Cook rejeitou a demissão: “Trump não tem autoridade para me dispensar. Nenhuma causa legal existe. Não renunciarei e continuarei cumprindo minhas funções”. O advogado da economista, Abbe David Lowell, afirmou que adotará “todas as medidas necessárias” para barrar o ato presidencial.
O Fed não comentou a manobra até o momento. Especialistas apontam que a exoneração de um governador, sem processo formal no Congresso, não tem precedente em 111 anos de história do banco. A independência da instituição, garantida desde 1951, pode ser questionada judicialmente, obrigando a Casa Branca a provar a “justa causa”.
A decisão ocorre enquanto Trump intensifica críticas ao presidente do Fed, Jerome Powell, a quem já chamou de “cabeça-dura” por resistir a cortes de juros mais agressivos. Na semana passada, Powell sinalizou possível redução do custo do crédito em setembro, ressaltando que efeitos inflacionários de tarifas impostas pelo governo podem ser temporários.

Imagem: Internet
O mercado reagiu com queda do dólar em negociações asiáticas, refletindo apostas de que um substituto alinhado a Trump pressionaria por cortes adicionais nos juros, política que o presidente considera essencial para estimular a economia em ano eleitoral. Analistas ouvidos pela Reuters veem alto risco de disputa judicial prolongada, capaz de gerar volatilidade nos próximos meses.
O desenlace desse embate pode redefinir os limites entre política monetária independente e interferência do Executivo. Para acompanhar os desdobramentos e outras coberturas internacionais, visite nossa editoria de Notícias Brasil e Mundo e fique informado.
Crédito da imagem: Reuters

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