Ucrânia na Otan é vetada por Trump antes de encontro
Ucrânia na Otan é vetada por Trump antes de encontro
Ucrânia na Otan é vetada por Trump antes de encontro com Volodymyr Zelensky. O ex-presidente afirmou que a paz com a Rússia depende de Kiev desistir da adesão à aliança militar e de aceitar a permanência da Crimeia sob domínio de Moscou.
Ucrânia na Otan é vetada por Trump antes de encontro
Horas antes de receber o líder ucraniano na Casa Branca, Donald Trump publicou na rede Truth Social que Zelensky “pode encerrar a guerra quase imediatamente” se aceitar dois pontos: não integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e não reclamar a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.
A declaração ocorre após a cúpula Trump-Putin realizada no Alasca, na qual Washington abandonou a exigência de cessar-fogo imediato e passou a defender um acordo de paz permanente. Segundo o enviado norte-americano Steve Witkoff, o presidente russo aceitou discutir “garantias de segurança ao estilo Otan” para a Ucrânia, alternativa que dispensaria a filiação formal de Kiev ao bloco.
Mesmo sem convite oficial, a Otan aprovou em janeiro o “caminho irreversível” da Ucrânia para a membresia. Agora, porém, líderes europeus correm para Washington a fim de alinhar posições. Estão confirmados o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e chefes de governo do Reino Unido, França, Itália, Alemanha, Finlândia e Comissão Europeia. Trump celebrou o “grande dia” e disse que “nunca tantos líderes europeus estiveram juntos” na Casa Branca.
Temor de pressão sobre Zelensky
Diplomatas europeus admitem preocupação de que Zelensky seja pressionado a aceitar concessões territoriais. Em entrevista à CBS, o secretário de Estado Marco Rubio classificou a tese como “narrativa estúpida da mídia”.
As tensões não são novas. Na visita de fevereiro, Trump acusou Zelensky de “apostar em uma Terceira Guerra Mundial”, encerrando a reunião de forma abrupta. Desde então, assessores ocidentais orientam o presidente ucraniano a adotar linguagem de negociação, considerada mais palatável ao magnata republicano.
Em abril, Kiev assinou acordo que dá aos EUA participação em seu setor de minerais, reforçando laços econômicos. Em julho, ambos conversaram por telefone, e Zelensky qualificou o diálogo como “o melhor até agora”.
Campo de batalha e linhas vermelhas
Enquanto diplomatas negociam, tropas russas avançam e ocupam cerca de 20% do território ucraniano desde a invasão de 2022. Fontes europeias relatam que Putin mantém a exigência de controle das regiões de Donetsk e Lugansk, que compõem o Donbass.

Imagem: Internet
Zelensky respondeu, em cúpula virtual com aliados, que a Constituição da Ucrânia proíbe a cessão de território e que qualquer discussão sobre fronteiras deve envolver diretamente Kiev e Moscou em presença dos EUA. Rubio reconheceu que “ainda estamos longe” de um acordo final.
Para acompanhar a evolução das tratativas, a BBC News detalha em tempo real as reuniões em Washington.
No desfecho, analistas veem as conversas na capital norte-americana como potencialmente mais decisivas para o futuro ucraniano do que o próprio encontro Trump-Putin.
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Crédito da imagem: BBC News

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