Vacina dose zero contra sarampo é adotada no Brasil
Vacina dose zero contra sarampo é adotada no Brasil
Vacina dose zero contra sarampo é adotada no Brasil para proteger bebês de seis a onze meses e evitar que novos surtos comprometam o status de país livre da doença, reconquistado em 2024.
Medida reforça proteção de bebês e evita reacendimento de surtos
O Ministério da Saúde incorporou a vacina dose zero contra sarampo ao calendário nacional após o registro de 22 casos em 2025, dos quais 17 ocorreram em Campos Lindos, no Tocantins. A nova etapa não substitui a tríplice ou tetraviral previstas aos 12 e 15 meses; ela antecipa a imunização para bebês ainda mais vulneráveis.
O alerta também levou em conta o avanço da doença em países vizinhos. Na América do Norte, já passam de 10 mil as ocorrências, enquanto Bolívia e Argentina registram forte alta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sarampo é um dos vírus mais contagiosos do mundo e pode permanecer no ar por até 24 horas.
Estados e municípios prioritários recebem dose extra
A Nota Técnica nº 49, publicada em 8 de agosto, determina que todos os municípios do Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins disponibilizem a dose zero. Também entram na lista as cidades gaúchas que fazem fronteira com Argentina e Uruguai, além das regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Santos.
“Queremos interromper qualquer cadeia de transmissão no menor tempo possível”, explicou Frederico Moraes, gerente de Imunização de Mato Grosso do Sul. No estado, 29 suspeitas foram notificadas em 2025; 25 já foram descartadas e quatro seguem em investigação.
Entidades médicas e incentivos financeiros impulsionam cobertura
A Sociedade Brasileira de Pediatria emitiu diretrizes em 18 de agosto recomendando que todos os pediatras orientem pais sobre a dose zero. Paralelamente, a Paraíba lançou um programa de incentivo de R$ 1,3 milhão: municípios que atingirem 95 % de cobertura em crianças menores de um ano receberão R$ 500 por sala de vacinação ativa. O mesmo valor será pago a cidades que ampliarem em 20 % a aplicação entre pessoas de 2 a 59 anos com calendário incompleto.

Imagem: Internet
Os recursos devem remunerar diretamente as equipes de imunização, reforçando a importância de manter altas taxas vacinais para evitar complicações graves como pneumonia e encefalite, especialmente em menores de cinco anos.
Com a vacina dose zero contra sarampo disponível em todo o país, o governo espera preservar a certificação de eliminação e impedir que o vírus volte a circular amplamente. Para mais informações sobre prevenção e saúde pública, visite nossa editoria de Saúde e Bem-Estar e continue acompanhando as atualizações.
Crédito da imagem: Agência Brasil

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou a mente inquieta por trás do soumuitocurioso.com.
Sempre fui movida por perguntas. Desde pequena, queria saber como as coisas funcionavam, por que o céu muda de cor, o que está por trás das notícias que vemos todos os dias, ou como a tecnologia está transformando o mundo em silêncio, aos poucos. Essa curiosidade virou meu combustível — e hoje, virou um blog inteiro.