Viagem no tempo: teoria das cordas cósmicas ganha força
Viagem no tempo: teoria das cordas cósmicas ganha força
Viagem no tempo: teoria das cordas cósmicas ganha força volta ao centro do debate científico após novos cálculos sugerirem que essas estruturas teóricas podem funcionar como atalhos no espaço-tempo.
Viagem no tempo: teoria das cordas cósmicas ganha força
A possibilidade de viagem no tempo deixou de ser apenas ficção para ocupar espaço em laboratórios desde que Albert Einstein demonstrou, na Teoria da Relatividade, que a passagem do tempo desacelera em altas velocidades. A comprovação mais famosa veio do experimento com os gêmeos Scott e Mark Kelly: depois de 340 dias na Estação Espacial Internacional, Scott retornou 8,6 milissegundos “mais jovem” que o irmão que permaneceu na Terra.
Décadas depois, físicos buscam ampliar esse efeito natural com as chamadas cordas cósmicas. Segundo o astrofísico J. Richard Gott, da Universidade de Princeton, duas dessas cordas movendo-se próximas à velocidade da luz poderiam criar um loop no tecido do espaço-tempo, semelhante a um buraco de minhoca, conectando passado e futuro.
As cordas cósmicas seriam filamentos ultrafinos, invisíveis, porém tão densos quanto milhares de estrelas. Há duas principais hipóteses para sua origem: vestígios do universo primordial, formados quando as forças fundamentais se separaram, ou microcordas vibrantes que compõem toda a matéria existente. Em ambos os cenários, sua massa extrema curvaria o espaço ao redor, potencialmente abrindo portais temporais.
Embora ainda não haja detecção direta, indícios observacionais estimulam o debate. Telescópios já registraram fenômenos de lente gravitacional que poderiam ser explicados por cordas distorcendo a luz de galáxias distantes. A BBC reúne entrevistas de pesquisadores que consideram esses sinais promissores, mas reconhecem enormes desafios energéticos e tecnológicos para controlar tais estruturas.

Imagem: Parent
Para que uma viagem no tempo se torne viável, seria necessário gerar energia suficiente para acelerar cordas cósmicas — ou objetos equivalentes — a frações significativas da velocidade da luz, mantendo a estabilidade do loop criado. Até lá, o tema permanece no campo da física teórica, mas cada nova medição astronômica pode aproximar o conceito da realidade.
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Crédito da imagem: Parent/Pixabay

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